Boa noite fiel torcida! Como todos que nos acompanham estão acostumados a ver aqui, um resumo opinativo do jogo, cerca de meia-hora após o mesmo ter acontecido, deve ter estranhado que essa semana não aconteceu, e logo no dia do jogo mais importante, o penta campeonato do Corinthians. Primeiro vou me desculpar, mas a comemoração do título se estendeu por muito tempo, e não tive condições físicas de escrever. Na segunda, ainda existiam no meu corpo as marcas daquela comemoração, e até hoje elas estão aqui. Não ia escrever pra vocês hoje, mas após ver alguns vídeos, rever o amor da nossa fiel, que foi coroada com esse título, não contive as lágrimas e muito emocionado, vou relatar um pouco da emoção de que foi vencer mais esse campeonato.
Tudo preparado a mais de uma semana, o medo de não ter Ralf para proteger a nossa zaga, o medo de Tite escalar Moradei, e a incógnita que sobrevoou a cabeça de todos, quando ele anunciou que iria para o jogo com Wallace improvisado como volante. A ansiedade, os dias que não passavam, por várias vezes me perguntei: “Quantas sextas-feiras tem essa semana? “. O nervosismo já tinha tomado conta do meu pensamento desde quarta-feira, no tt do amigo @WillCoringao vi uma sigla, que ao meu ver definiu tudo o que eu, e muitos outros corinthianos estavam sentindo. TPP: Tensão Pré-Penta. Tem como melhor definir o que todos nós estávamos sentindo?
O sábado chegou e a ansiedade já me levou para o local onde eu iria ver o jogo, um dia antes do combinado. Local escolhido? Um barzinho na minha cidade natal, José Bonifácio, interior de São Paulo, onde em 2009 eu vi e comemorei o título paulista em 2009. A noite toda em claro, bebendo coca-cola e fumando narguilé na companhia dos amigos corinthianos. Daquele lugar sai já era de manhã, por volta das 5:30h, segui caminho até a casa da minha avó, onde já a encontrei acordada, devidamente emocionada com a noticia da morte do nosso grande ídolo Sócrates. Me juntei a ela, tomamos um café, conversamos um pouco, ela reiterou a certeza de que o título era nosso, e eu fui pra cama, buscar o descanso até a hora do jogo.
Quem disse que a TPP, me deixou dormir? Cansado de tanto rolar naquela cama, tratei logo de levantar, tomar um banho, ajeitar minhas coisas, vestir o manto sagrado alvinegro, entrar no carro e no som colocar o hino do TODO PODEROSO. Meu coração corinthiano estava em chamas, arranquei com o carro, passando pelas principais ruas daquela cidadezinha interiorana, de apenas 35 mil habitantes, levantando alguns corinthianos apaixonados, que gritavam ao ouvir o som, outros, já de mais idade, acenavam e com aquele brilho nos olhos que só um verdadeiro alvinegro tem, me passavam ainda mais confiança. Emocionado, acordei minha amiga Vanusa, que ainda dormia, ressaca da noite anterior, gritei um pouco no ouvido dela, mas logo me despedi e continuei meu caminho corinthiano. Fui rumo a casa de minha mãe, onde a encontrei na companhia de minha irmã e meu cunhado, também corinthianos apaixonados, que já me receberam com um imenso sorriso, e ao ouvirem o som, logo trataram de colocar mais confiança naquele balde imaginário, que a essa altura já transbordava de certeza. Seriamos penta campeões!
As horas pareciam não passar, entre o almoço, uma breve olhada nas minhas redes sociais na internet, o relógio ainda marcava 15:00h, me dirigi até a cama, onde por um momento o sono se fez presente em meu corpo. Não fiquei ali nem por 5 minutos, o celular logo tocou o hino do Corinthians, já levantei todo animado. Paulinho, um dos amigos que dividiria as comemorações do penta comigo, tratou de me chamar pra ir logo, pois já íamos fazer aquele breve “esquenta” antes do jogo. Rumo ao barzinho, a primeira baixa do dia. Encontramos o bar lotado, sem muito o que fazer, lembramos de um amigo que reuniria a turma em sua casa, para que todos assistissem o jogo lá. Bambi, mas com um pai bem inteligente e muito alvinegro, chegamos na casa desse amigo, e tudo já estava preparado. Entre bebidas, carnes e muita comemoração, teve inicio o jogo.
Bandeiras agitadas, a camisa suada mostrava o nervosismo. O grito da fiel torcida, que era acompanhado instantaneamente por aqueles corinthianos apaixonados que ali estavam, o nervosismo tomou conta do jogo, os que já estavam sentados, já andavam de um lado para o outro, após a TV anunciar o gol de Diego Souza, no clássico carioca entre Flamengo e Vasco. Alguns já deixaram o ambiente, buscando se acalmar longe da TV, mas voltavam correndo a cada reação, dos que não se desgrudavam da TV. Entre a zica de um santista e um são-paulino que ali estavam, o Corinthians se fez presente e maior, mais forte, valente, mostrou –se campeão já no fim do primeiro tempo.
Motivado pelo calor do jogo, juntei os amigos que ali estavam, e seguimos rumo a principal avenida da cidade, onde com certeza todos os corinthianos estariam concentrados, nos diversos bares ali situados. Hino do Corinthians no som e muita festa a encontrar em frente aos bares, vários corinthianos, todos acreditando bravamente no penta! Encontramos também, alguns palmeirenses, outros são-paulinos, que ali estavam só na esperança de quem sabe sorrir daquele bando de loucos que ali estavam. O que fazer? Ignorar. Nada estragaria a festa daquela tarde, muito menos um pequeno número de antis.
Voltamos logo para a casa do amigo Fuscão e lá chegando o juiz já apitava o inicio do segundo tempo de jogo. Felicidade total, um pulo de alegria, vários gritos, estouro de rojões, comemoraram a expulsão do camisa 10 palmeirense, Valdivia, que deu uma cotovelado em Jorge Henrique, em uma disputa de bola. Por alguns minutos a superioridade corinthiana em campo deixou todos empolgados, os copos cheios de cervejas ou vodka, já eram tomados com mais calma, todos de olhos no relógio e na bolinha que teimava em aparecer durante a transmissão da Globo, gerando aquele alvoroço. Depois de muito pentelhar, o Flamengo empatou o jogo, pra delírio de todos que ali estavam. Muitos já soltaram o grito de campeão, mais estouros de rojões ecoaram, mas logo foram abafados pela falta um tanto infantil feita pelo zagueiro improvisado como volante Wallace, que também recebeu vermelho e foi para o chuveiro mais cedo.
Com uma bola na trave, o Palmeiras ainda assustou mais um pouco a fiel torcida, na sequencia do lance, acho que o sopro de todos os corinthianos, fez o chute do atacante palmeirense Luan, subir e passar caprichosamente sobre o travessão. O relógio já marcava aproximadamente pouco mais de 40 minutos do segundo tempo, todos em pé em volta da TV puderam ver Jorge Henrique levar a bola para a lateral-esquerda, e aplicar o drible de sucesso do palmeirense Valdivia em cima de João Vitor, o famoso “chute no vácuo”. Há exemplo de quando Edílson fez as embaixadinhas na final do Paulistão de 99, os palmeirenses vieram pra cima, a confusão foi generalizada. João Vitor pelo lado do Palmeiras e Leandro Castan pelo lado do Corinthians terminaram expulsos.
O jogo recomeçou, e sem aviso de acréscimos do arbitro, a partida que já estava em clima quente, parecia demorar terminar. Eis que ainda quando Castan caminhava para os vestiários, chega a noticia de que o jogo entre Flamengo e Vasco tinha acabado, consagrando assim o Corinthians como penta campeão brasileiro. A torcida explodiu de alegria, entre gritos de “Penta Campeão”, de “É Campeão”, os jogadores em campo já puderam perceber que a festa já tinha começado. O Preciosismo do arbitro da partida, que ainda fez Júlio César cobrar um tiro de meta pra encerrar a partida, adiou em minutos o grito dos jogadores em campo, mas nada que impedisse ou manchasse a festa, que veio da arquibancada para dentro de campo. Nas lágrimas daquela mulher que segurava uma criança enquanto gritava é campeão, na emoção daquela mulher grávida, que mostrava pro filho ainda em sua barriga, o que é ser Corinthians. As mesmas lágrimas que passaram pelos olhos do atacante Willian, ajoelhado em campo, a emoção e ao agradecimento do técnico Tite, que falava com o pai, que já não está mais entre nós. Meu choro foi inevitável, eu cantei, gritei, entrei no carro, com o hino do penta campeão no ultimo volume e parti, novamente o destino era aquela avenida, onde todos comemoravam, corinthianos apaixonados, que soltava o grito de campeão.
Se você é Corinthians, você sabe bem do que eu to falando. Corinthiano é extremo, quando ele tem que amar, ele se entrega. Se o momento é pra cobrar, ele vai lá e faz valer a sua voz. Precisam de alguns palavrões? Temos uma coleção deles, sempre que for preciso. E já que o momento era de emoção, todos nós choramos, cantamos e gritamos, porque isso é ser Corinthians. Esta na pele, no coração, marcado na alma de cada louco desse bando, que pra sempre viveremos de Corinthians!





Nenhum comentário:
Postar um comentário