sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vira-vira ao melhor estilo Corinthians para cima do Flamengo, em jogo eletrizante!



Para iniciar esse post vou citar um bordão protagonizado pelo famoso locutor esportivo Galvão Bueno: Äguenta coração!". A noite de quinta-feira foi especial, para quem pode acompanhar, da forma que tenha sido o grande jogo entre Corinthians e Flamengo. Jogando em casa, e diante da Fiel torcida, que marcou presença no estádio do Pacaembu, o Corinthians começou melhor, e foi logo encurralando o Flamengo no campo defensivo, que muito falhava, principalmente no setor defensivo. Por incrível que pareça, depois de muito ser criticado, o técnico Tite parece que encontrou a formação ideal, e de forma brilhante, armou em esquema lateral onde Jorge Henrique e Alessandro, não deixaram o Ronaldinho Gaúcho jogar.


Com um meio campo pouco inspirado, o Flamengo foi facilmente envolvido, e acabou por muitos momentos entregando a bola para o Corinthians, com o famoso “chutão”, que tentava ligar a defesa, diretamente ao ataque, mas sem sucesso. Diante de muita pressão, e pouca sorte nas finalizações, o ditado popular, bem conhecido no território nacional, “quem não faz, leva”, foi bem empregado, e em rara jogada de ataque, do pouquíssimo inspirado Thiago Neves, o Flamengo conseguiu uma seqüência de escanteios. E uma delas, batida de forma magnífica, pelo camisa 10 flamenguista, Deivid desviou e abriu o placar para o Flamengo.


Os minutos seguintes foram de domínio absoluto do rubro-negro carioca, que a exemplo do Corinthians, não conseguiu concluir com precisão, e acabou cedendo o jogo mais uma vez ao alvinegro paulista. Os minutos finais da primeira etapa foram de emoções fortes, o Corinthians pressionava, mas ainda pecava muito na finalização. A primeira etapa teve fim, com a vantagem favorável ao rubro-negro, e com a promessa de um retorno emocionante.


Ainda embalado pela torcida, o Corinthians voltou a campo melhor, criando mais, mas se expôs algumas vezes a contra-ataques perigosos, construídos, principalmente por Renato Abreu, que fazia boa partida, melhor em campo pelo lado flamenguista. Após os dez minutos iniciais, o alvinegro paulista voltou a dominar a partida, com bolas alçadas na área, mas ainda falhava na finalização. Tite então, mudou a equipe, colocou gás novos, Jorge Henrique deu lugar a Willian, (Príncipe da Ísis Vargas), e para a agonia do amigo Márcio Lyrio, o Corinthians começou a pressionar ainda mais o Flamengo, obrigando o time carioca a recuar seus onze jogadores, para se defender das tentativas de ataque corinthianas.


Em um lance isolado da partida, e desleal, o zagueiro Gustavo do Flamengo, aproveitou a desatenção do arbitro para o lance, e na maldade acertou um soco, na altura do estomago do atacante corinthiano Liédson, que mostrou de forma genial, que o futebol tem que ser jogado em campo, empatando a partida no lance seguinte, com um belo gol.


Depois do empate, o Flamengo perdeu literalmente a cabeça, com um alto volume de faltas, e pouca intimidade com a “redonda”, até Ronaldinho Gaúcho fez questão de participar, aplicando um carrinho desleal no jogador corinthiano, fora do campo. Melhor em campo, e com mais algumas substituições, o Corinthians manteve-se no ataque, e balançou as redes mais uma vez com Liédson, que descontou sua fúria pelo lance com o zagueiro flamenguista, em gols. Willian, que entrou muito bem na partida, cruzou da direita, Paulinho desviou de cabeça, e Liedson bateu forte, deixando a bola morrer no fundo do gol.


O jogo seguiu, e com os cinco minutos de acréscimos aplicados pelo árbitro da partida, ainda deu tempo de mais uma “confusão”. Em disputa de bola, Sheik e Renato Abreu se estranharam, e até bateram boca, não sei se fui o único que vi, mas acho que o atacante corinthiano, fez discretamente, o famoso chororô, para o meio campo Flamenguista. A discussão continuou até o fim dos acréscimos, se estendendo até a entrada para os vestiários.


Em campo, o jogo foi lindo de se ver, disputado na base da raça, e orgulhando os torcedores de ambas as equipes, que torceram até o último minuto. Valeu a pena ter perdido o finzinho da novela global, Fina Estampa, e perder a famosa novela pervertida das 11h, o Astro, ou seria “O Mastro?” HAHA. Boa sexta-feira para todos os nossos amigos leitores e parabéns aos corinthianos.  



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