quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fogão bate o Grêmio no Olímpico e chega a 3ª posição

Em 1995 o Botafogo conquistava uma vitória importantíssima contra o Grêmio, campeão da Libertadores do mesmo ano, no Estádio Olímpico por 3x2, com gols de Túlio (2) e Narcisio. Após essa vitória, o Fogão nunca mais venceu o grêmio em Porto Alegre, mas hoje esse tabu caiu e a vitória veio dos pés de outro ídolo: Loco Abreu.

Grêmio foi bem melhor no primeiro tempo, atacou, se defendeu bem, mas só conseguiu finalizar de longe, pois a defesa alvinegra estava bem postada e não deixava o time gaúcho penetrar na área. O Fogão marcou o gol no segundo tempo, quando desempenhou um futebol mais ou menos condizente com seu tamanho. Depois, se defedendeu e garantiu a vitória, que o levou ao terceiro lugar.

As duas equipes voltam a campo no domingo. O Botafogo recebe o São Paulo no Engenhão. O Grêmio visita o Avaí na Ressacada.

Primeiro tempo de amplo domínio gremista

O Botafogo não existiu no primeiro tempo. O Grêmio dominou todos os setores do campo e pressionava a todo tempo. O time carioca se defendia e tentava armar contra-ataques sem sucesso.

Para não dizer que o Botafogo nada fez, teve a primeira chance do jogo para contrariar. Quando Cortês cruzou da esquerda e a bola passou um piscar de olhos antes das chegadas de Herrera e Loco Abreu, a impressão que ficava era de que os cariocas seriam ousados. Enorme engano. O Botafogo parou aí.

Os números da etapa inicial não mentem a superioridade do Grêmio: 11 finalizações contra uma do Botafogo e 60% da posse de bola. Entretanto as principais chances gremistas não foram de perto do gol, e sim de longe. Rockemback, Escudero e Douglas tentaram diversas vezes chutes de longa distância mas não ofereceram tanto perigo.

Dentro da área, o Grêmio teve André Lima. E novas chances. E novos “quases”. Com o pé, a bola bateu na rede, por fora; de cabeça, ela passou rente à trave.

O Botafogo não conseguiu agir no ataque. Herrera e Loco Abreu mais fizeram faltas do que incomodaram. Elkeson e Maicosuel não tiveram a criatividade que se exige de dois meias. Foi justificável o 0 a 0 - embora injusto para os gaúchos.

Estrela de Loco Abreu brilha e Fogão sai com a vitória


O time do Botafogo voltou com outra disposição para o segundo tempo. Herrera e Lucas, marelados, deram lugar para Felipe Menezes e Alesandro. Com isso, Elkeson ficou aberto pelo lado direito, Felipe centralizado, Mago na esquerda, e Alessandro fechando a defesa pelo lado direito. A partida começou a ser jogada por dois times.

O Grêmio seguiu ambicioso. E mais agudo. Rochemback tentou, André Lima tentou, e nada de o gol sair. Conforme o time da casa aumentava o foco ofensivo, parecia aumentar o risco de ser vazado atrás. O jogo ficou mais aberto.

Contudo, o Botafogo jogou um balde de agua fria em toda pressão gremista. Maicosuel envolveu a defesa do Grêmio, tocou para Loco Abreu, que livre e em posição legal, chutou forte para a redes e fez o gol da vitória alvinegra. O lance foi apenas a terceira finalização do time carioca na partida inteira.

O Grêmio teve que se jogar de vez ao ataque. Com Miralles e Brandão em campo, voltou a criar chances. O centroavante concluiu de dentro da área, por cima. Perdeu chance clara. Douglas também teve sua oportunidade, ficou ferente a frente com Jefferson, mas o goleirão salvou.

O Botafogo passou por apuros, sofreu na defesa, despedíçou contra-ataques, mas a pressão azul não surtiu efeito. El Loco destronou um Grêmio que, há quatro jogos, mandava nesse Olímpico que ele conheceu tão bem lá nos anos 90.






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