O Corinthians recebeu na tarde deste sábado, no Pacaembu e diante de sua torcida, que compareceu em bom número, o Figueirense, e protagonizou um grande vexame, bem semelhante ao sofrido diante do Avaí. Apesar de ter se comportado melhor em campo, o time sofreu defensivamente, e em dois contra-ataques, um no fim do primeiro tempo e outro no fim do segundo, o time acabou derrotado, pelo placar de 2 a 0.
Todos nós vimos, mais uma vez, um técnico previsível e com medo de arriscar, que não cobrou postura do time, e teve boa parcela de culpa no resultado. O time, que errou muitos passes, não tinha espirito guerreiro, e pouco fez, além dos famosos “chuveirinhos”, que no mínimo são ridículos, quando não há um jogador de boa estatura na área, para tentar alguma reação. Méritos do ex-auxiliar de Dunga, que deu um “baile” tático em Tite, e anulou todo o esquema montado pelo comandante corinthiano, cobrando uma boa postura defensiva de seu time, não deixando escapar as boas oportunidades criadas.
A derrota, ainda deu a oportunidade que Flamengo, São Paulo e Vasco precisavam, para voltarem a se aproximar na tabela, tirando de vez a vantagem corinthiana. Merecidamente, o time deixou o campo de baixo de fortes vaias de sua torcida, que como sempre, apoiou o time durante todo o tempo de jogo.
Vamos ao jogo...
O Figueira assustou logo aos 4 minutos de jogo com Fernandes, que fez boa tabela com o atacante Júlio César, recebeu dentro da área e chutou para a defesa de Julio Cesar. Na sobra, o próprio jogador cruzou para o meio, mas a defesa afastou.
A resposta do Timão veio em uma jogada de bola parada, que quase resultou no primeiro gol. O zagueiro Chicão cobrou falta colocada, no ângulo direito do goleiro Wilson, e a bola explodiu no travessão. Os minutos seguintes foram de pressão corintiana. Aos 23, o artilheiro Liédson quase marcou, ao cabecear uma bola rente à trave.
Conforme o tempo passava, o domínio do clube paulista aumentava e dava a impressão de que o gol estava próximo. E estava mesmo. Mas quem marcou foi o Figueira. Aos 35, Júlio César recebeu na ponta esquerda, chegou na linha de fundo e cruzou para o meio da área. O atacante Wellington Nem apareceu livre e só empurrou a bola para o fundo do gol.
Na segunda etapa, assim como no jogo contra o Galo, o previsível Tite, fez a mesma mudança, só que desta vez saco Welder e colocou Emerson, empurrando novamente o Jorge Henrique para a lateral.
Como não poderia deixar de ser, a alteração fez o Corinthians partir para o ataque e acuar o adversário. Após assustar em cobrança de falta do meia Alex, aos cinco minutos, os donos da casa quase marcaram aos 16. O atacante Willian invadiu a área pela direita e bateu colocado, na trave direita de Wilson.
A pressão só aumentou nos minutos seguintes, o ataque corintiano continuou a errar a pontaria. Aos 18 minutos, Emerson foi lançado pelo lado esquerdo e bateu na saída do goleiro, mas para fora. Aos 22, foi a vez de Alex cobrar falta novamente, tirando tinta da trave.
O panorama do jogo não se alterou na segunda metade do segundo tempo. O Timão continuou a pressionar, mas quem voltou a marcar foram os visitantes. Aos 47 minutos, Júlio César invadiu a área e carimbou a trave. No rebote, o meia Wilson Pittoni, que entrou no segundo tempo, bateu para o gol livre.
Pitacos do Jr. Rodrigues
Dessa forma, o Corinthians somou sua segunda derrota em casa, e mais uma vez sofre ameaças do segundo colocado, Flamengo. Não tenho costume de criticar técnicos, quem me acompanha aqui sabe muito bem disso, mas registro aqui para vocês, a minha opinião, para o Tite no Corinthians, já deu. O time precisa de um comandante novo, que cobre raça e desempenho dos jogadores, diferentemente do Tite, que foge da responsabilidade, quando precisamos de uma atitude.

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